segunda-feira, 1 de julho de 2013

O QUE É UMA PLEBISTOCRACIA? O QUE É UM PAÍS PLEBISTOCRATA?


  Etimologicamente a origem da palavra Plebistocracia vem: (Do latim Plebe: pessoas que compõem a maioria da população – do latim Plebiscitu: Decreto, voto da plebe, que é uma consulta ao povo antes de uma lei ser constituída. 
Do grego Kratos: poder). O seu significado, resumidamente, em uma frase é: “O povo governando o seu país através do plebiscito direto e secreto”.


 1. Plebistocracia é um regime de governo que desmonopoliza o Estado, ou seja, que retira o monopólio e todos os poderes do Estado e transfere diretamente, ou puramente, as pessoas que compõe a maioria da população (o povo em geral, composto pela maioria que vem da classe social média/pobre, e também, da classe alta) que podem participar ativamente e diretamente da política exercendo esse poder nas urnas plebicíticas.                          
2. Num país plebistocrata todas as decisões políticas esta com a maioria do cidadão de forma pura e direta, ou seja, os seus representantes políticos não tem decisões autônomas, precisam da aprovação da maioria, através dos plebiscitos, tanto para legislar ou executar uma lei. Somente o poder Judiciário, sob a condição de prestar explicações ao povo e restritos as leis plebistocratas, poderá agir com maior liberdade para ações jurídicas; com prudência, e sem desrespeito com os valores civis e sociais.  Em casos de crimes mais graves, mais revoltantes, que causam maior aversão à coletividade, o povo se torna o próprio júri.                                                                                    
 3. O Povo tem, num país plebistocrata, o poder majoritário sobre os Três poderes oficiais (Executivo, Legislativo e Judiciário). O poder Plebiativo é o Quarto poder que fiscaliza, governa e censura seus representantes e autoridades. Até mesmo o Exército, a Marinha e a Aeronáutica serão submissos as ordens do povo, pelo plebiscito.  Na Plebistocracia é o povo que decide o valor salarial de todos os funcionários públicos. A plebe pode a qualquer momento exonerar seus representante ou funcionário público que não estejam atuando eticamente.                                                                                                    
 4. Um país plebistocrata prioriza acima de tudo a educação escolar de seu povo. Para não correr o risco de uma tirania da maioria medíocre, as escolas públicas do ensino básico e superior terão recursos financeiros, humanos e tangíveis suficientes para este fim: educar, formar e capacitar as crianças, adolescentes e jovens a serem cidadãos altamente críticos para formular e rejeitar leis, baseados numa consciência ética de bem comum.
                                        
5. Existem plebiscitos de âmbito federal, estadual e municipal. Os plebiscitos são os lugares em que a Plebe atua com o seu poder de decisão. A quantidade de plebiscitos varia de caso a caso. Pode-se até, em peculiaridades, existirem três plebiscitos para concluir uma proposta. Se alguma lei legislada pela plebe provocar insatisfação geral, tal lei estará sujeita a modificações e emendas plebicíticas.
6. Somente aprovados no concurso público para cargos políticos poderão se candidatar. A Plebistocracia se pauta na meritocracia e não em favoritismo, por isso se torna obrigatório a formação e a aprovação antes de se eleger a cargos políticos. Todos os aprovados no concurso público para cargos políticos poderão se candidatar para apresentar as suas propostas. O povo, nas urnas plebicíticas, escolherão seus representantes.
7. Os partidos políticos se abrem para a população, sem burocracias e com transparência. Qualquer cidadão que tenha o direito ao voto, aprovado no concurso público para cargos políticos, poderá se candidatar sem vínculos partidários, assim receberão patrocínios financeiros para propagandas midiáticas.

Conclusão do autor: Na constituição brasileira, nada consta expressamente, que autorize o povo mudar ou alterar qualquer lei constitucional. Porém, pode ser possível, através da Iniciativa popular e mediante plebiscito, mudarmos a nossa constituição para implantarmos o regime Plebistocrata. Somente assim, o povo será valorizado e respeitado como digno cidadão, com direito a passe livre, escolas públicas com ensinos excelentes, salário mínimo que garanta uma boa qualidade de vida e indústrias abertas a tecnologias que não descartam a presença humana e a mão de obra – Do que adianta sete bilhões de pessoas no mundo, e a maioria desempregada por causa da autonomia industrial.   
 Obs.: A constituição brasileira (1988) prevê, em seu artigo 14, que "a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I - plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular".


Referencias
* Dicionário básico de filosofia / Hilton Japiassú e Danilo Marcondes. – 4.ed. atual. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Eci., 2006.